quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reta Final



Estamos fechando mais um ano letivo e fazendo um balanço, acho que meu primeiro ano lecionando como disciplina curricular não foi ruim. Consegui muitos progressos, meus pequenos já lêem ritmicamente e sentem prazer nisso, brincam e se divertem com os sons que podem produzir.
Os alunos de flauta não renderam o esperado, mas também não foi ruim. Agora mais para o final tenho alguns alunos que já lêem sozinhos as músicas antes mesmo de eu começar a trabalhar na aula.
Estou bem feliz e espero ainda evoluir mais no ano que vem, agora com mais experiência e com a ajuda das observações feitas em 2009.

Que venha 2010, então!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O ouvido pensante

Quem não leu ainda? Todo educador musical deveria passar por este livro. Ele abre nossos ouvidos e a mente para reflexões importantíssimas sobre o fazer musical.

Retirei este trecho que acho muito interessante e válido para qualquer educador.

"... máximas aos educadores:
  1. O primeiro passo prático, em qualquer reforma educacional, é dar o primeiro passo prático.
  2. na educação, fracassos são mais importantes que sucessos. Nada é mais triste que uma história de sucessos.
  3. ensinar no limite do risco.
  4. Não há mais professores. Apenas uma comunidade de aprendizes.
  5. Não planeje uma filosofia de educação para os outros. Planeje uma para você mesmo. Alguns outros podem desejar compartilhá-la com você.
  6. Para uma criança de cinco anos, arte é vida e vida é arte. Para uma de seis, vida é vida e arte é arte. O primeiro ano escolar é um divisor de águas na história de uma criança: um trauma.
  7. A proposta antiga: o professor tem a informação; o aluno tem a cabeça vazia. Objetivo do professor: empurrar a informação para dentro da cabeça vazia do aluno. Observações: no inicio o professor é um bobo; no final o aluno também.
  8. Ao contrário, uma aula deve ser uma hora de mil descobertas. Para que isso aconteça, professor e aluno devem em primeiro lugar descobrir-se um ao outro.
  9. Porque são os professores os únicos que não se matriculam nos seus próprios cursos?
  10. Ensinar sempre provisoriamente: Deus sabe com certeza."
SHAFER, Murray."O rinoceronte na sala de aula" em "Ouvido pensante".Editora Unesp

Leitura que vale muito!

Inté!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Composição pra que te quero


Certa vez, em um seminário ou fórum sobre educação musical, assisti uma palestra sobre composição aplicada à series iniciais. Confesso que na época achava tudo ainda muito estranho e as lembranças ainda estão embaçadas já que isso ocorreu nos primeiros semestres de faculdade.

Ainda estou no meu primeiro ano lecionando musica no currículo e a experiência vem no trabalho e nos erros e acertos do cotidiano. O fato é que venho abrir esta pequena discussão sobre o assunto estimulando uma reflexão não só sobre o ato de compor como sobre a avaliação de composições.

Qual tipo de material se pode esperar de uma criança entre 6 e 7 anos? O que ela explora no sentido sonoro? O que ela compreende sobre o que faz? Quem já não passou pelo constrangedor episódio de "tentar decifrar" um desenho infantil e se deparou com a criança dizendo: "Não isso não é uma montanha. É um elefante, não está vendo?" O mesmo acontecerá na criação musical.

O fato é que assim como alguns professores limitam o desenho livre por medo da "falta de significado" das obras, muitos educadores musicais também evitam a composição por medo das sonoridades que iram encontrar. Eu me incluía neste grupo.

A composição é uma parte importantíssima na musicalização infantil. Proporciona conhecimento sonoro, distinção de timbre, estimula a criatividade nas escolhas sonoras. Além disso, toda composição exige uma apresentação artística com toda pompa de concerto o que inclui a atenção de outros colegas e a cooperação em grupo colaborando para a formação de ouvintes mais conscientes e respeitosos com o trabalho alheio.

Tendo em vista a nossa falta de compreensão sobre a criação infantil, a avaliação também se torna um mostro a ser dominado. Avaliar musicalmente não é fácil, especialmente quando se tem notas e pareceres (nada específicos) para entregar. Acredito que uma boa avaliação se faz com a observação constante da evolução musical (em termos bem gerais) e, usando o bom senso, considerar aquilo que a criança tem a nos oferecer naquele momento, ou melhor, TUDO o que a criança tem a nos oferecer. Avaliar musicalmente é minucioso, é delicado, é uma relação de cumplicidade e entendimento que dificilmente podemos alcançar com precisão. Avaliar composições infantis é duplamente impreciso, mas estritamente necessário.

Ano que vem começo uma nova etapa, para algumas de minhas turmas uma continuação da "alfabetização musical", no entanto notei esta falha na trajetória deste ano e estou procurando corrigir aos poucos. O mais importante: não tenho medo de não compreender a arte feita pelos meus alunos e pelo contrario, tento cada vez mais aprender com eles. Em breve colocarei algumas composições dos meus artistas para apreciação de vocês.

Inté!

Dia do Músico - 22 de novembro


Felicidades aqueles que fazem da arte seu trabalho mais valoroso.

Parabéns a todos os colegas músicos e aqueles que lutam pela educação dos sentidos!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Joguinho

Pisca-pisca com as notas musicais

Mais uma brincadeira de relaxamento que adaptei. Além de retornar a calma na sala de aula, ainda estamos trabalhando as notas musicais e sua ordem ascendente e descendente.

Em roda, quem começa deverá olhar para um colega e piscar dizendo o nome da nota dó. Assim, o colega que recebeu o olhar deverá escolher outro e dizer a nota ré. Quando terminarem as notinhas chegando ao si a brincadeira continua só que falando as notas no sentido descendente.
A dificuldade aumenta se colocarmos uma pulsação para acompanhar a brincadeira.

Ritmo das palavras

Trabalho que estou fazendo com os 2s anos com semínimas e colcheias. Depois de aprender o ritmo dos seus nomes, eles trabalharam melodias para as divisões ritmicas que aprenderam.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Romance das caveiras

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Minhas turminhas já sabem solfejar

Fiquei muito feliz nas ultimas semanas de aula com o trabalho dos 1°s anos.
Estudamos a semínima e a sua pausa, também as 3 primeiras notinhas musicais: dó, ré, mi. Todas as turminhas se saíram muito bem tanto para colocar o nome das notinhas quanto para solfejar depois e o trabalho rítmico tem excelente progresso.
Usando musicas e outras atividades de movimento e som, os aluninhos do 1° ano estarão bem encaminhados para os próximos passos e será mais fácil aprender a flauta doce.

Prática e teoria tem que fazer sentido uma para a outra.

Material para a educação musical

Música interessante para se trabalhar notas até o fá. Podendo, inclusive, experimentar um solfejo com estas notinhas.
A partitura foi retirada de uma coleção que se fez minha grande companheira na missão de musicalização infantil. "O mundo encantado da música" é uma coleção da editora Pulinas e tem sido de muita ajuda. É uma grande dica pra quem precisa trabalhar música em sala de aula e todos sabemos que não é uma tarefa facil além de ser completamente diferente de atividades extra-curriculares como um coral, por exemplo.

Este link leva à pagina de pesquisa da editora: http://www.paulinas.org.br/loja/BuscaPortal.aspx?idSecao=0&busca=mundo%20encantado%20da%20musica


Inté!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Atividades

Obrigada pela sua visita!
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